A Colônia Orleans foi criada em dezembro de 1875 e emancipada em 10 de novembro de 1878, recebendo este nome em homenagem ao Príncipe Luis Felipe de Orleans, o Conde D´Eu, marido da Princesa Isabel. Imigrantes poloneses fixaram-se aqui e construíram a primeira Capela, sendo o primeiro Capelão o Pe. Ludovico Przytarski..
Em vista ao pequeno espaço oferecido e o grande número de colonos, Pe. Ludovico iniciou a construção de uma nova capela, inaugurada em 1880. Neste mesmo ano, Orleans recebeu a ilustre visita de D.Pedro II, que prometeu aos colonos enviar uma imagem do padroeiro Santo Antonio e dois sinos para a torre da Igreja. Alguns meses após a sua passagem pela colônia, chegavam os presentes prometidos. A imagem do padroeiro permaneceu no altar até a década de 1920, quando desapareceu. Entretanto, os sinos doados pelo imperador, até hoje chamam os fiéis para alguns atos religiosos.
Desde 1908, a comunidade foi entregue à responsabilidade dos padres vicentinos da Congregação da Missão, recebendo como primeiro vigário o padre Francisco Chylaseski, o qual idealizou a construção de uma nova Capela. Ele foi o responsável pela elaboração do projeto do presbitério, sacristias e altares laterais, que foram conservados quando da demolição da Igreja em 1930 para a construção da atual. Nesta mesma época. Pe. Francisco adquiriu na França as imagens do altar mor, abençoadas em 17 de outubro de 1909 por Dom João Francisco Braga. Em abril de 1924, o Pe. Francisco Chylaseski decidiu, juntamente com uma comissão, construir uma nova Igreja. Esta decisão foi tomada devido ao precário estado de conservação em que se encontrava o templo. O projeto foi aprovado somente em 09 de fevereiro de 1930 e, em 28 de julho de 1930, a igreja construída pelo Pe. Ludovico Pryzytarski foi demolida, dando lugar às obras da nova Igreja, agora sob o comando do Pe. Silvestre Kandora. Em 20 de agosto de 1930 foi realizada uma grande festa em comemoração ao início das obras. A bênção da pedra fundamental foi dada pelo visitador padre Ludovico Brunny, com a presença dos padres Silvestre Kandora, João Palka e José Lopacinski. A nova Igreja foi consagrada ao culto pelo Arcebispo de Curitiba D.João Francisco Braga, em 08 de fevereiro de 1932. Orleans foi elevado à categoria de Paróquia sob a invocação de Santo Antonio, em 1936 pelo arcebispo diocesano de Curitiba, D. Euzébio Atico da Rocha. Orleans foi crescendo e com isso nasceram novas comunidades. Hoje a Paróquia Santo Antonio conta com 8 capelas para atender a seus paroquianos:
N.Sra do Perpétuo Socorro – Saturno
N.Sra do Carmo – Passaúna
Sagrada Família – Jardim Guarani
N.Sra do Monte Claro - Rivier
N.Sra das Graças – Vila Real
São Franscisco de Assis – Jardim Gabineto
São Vicente de Paulo – Jardim Vitória
N.Sra de Fátima
Padres que dirigiram a capelania, curato e, finalmente a Paróquia Santo Antonio de Orleans:
- Pe. Ludovico Pryzytarski
- Pe. João Mientus
- Pe. Francisco Chylaszek, cm
- Pe. Silvestre Kandora, cm
- Pe. Inácio Zabrzeski, cm
- Pe. João Wislinski, cm
- Pe. Paulo Warkocz, cm
- Pe. Viktor Paszek, cm
- Pe. Wendelin Swierczek, cm
- Pe. Geraldo Valenga, cm
- Pe. Miecislau Lekent, cm
- Pe.Vicente Keller, cm
- Pe. Mizael D. Pugiolli, cm – administrador paroquial
- Pe. Sergio F.Stacheski, cm
- Pe. Simão Valenga, cm
- Pe. Pedro Klidzio, cm – administrador paroquial
- Pe. Euzébio Spisla, cm
- Pe. José Carlos Fonsatti, cm
- Pe. Albino Czanovski, cm
- Pe. Francisco de Assis Rodrigues, cm
- Pe. Gilson Cezar de Camargo, cm
Os padres vicentinos a mais de 100 anos atendem a Paróquia Santo Antonio e, juntamente com os leigos cuidam da espiritualidade e da administração desta Paróquia que possui o Cemitério Paroquial de Orleans, hoje com mais de 20.000 sepultados, Capela Mortuária, Ginásio de Esportes, Centro Social, Centro de Formação e um Centro de Eventos que dispõem de 6 salões de festas e auditório para locação.